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segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Eu e Minhas Verdades

Não nasci para ser coerente e agradável, presa na minha própria ânsia de liberdade, me imponho, me entrego, me exponho, me elevo. 
Deixo minhas marcas e ajo de acordo com os reflexos dos meus sentimentos. 
Tenho a transparência como dom e não sou como tantos que apenas por desejo de encaixe e aceitação social, pintam as faces e beijam enquanto desejam escarrar. 
Eu tenho alma limpa e cabeça erguida por cuidar das minhas verdades e a elas ser fiel. 
Não estarei sorrindo quando quiser chorar, nem mimando quando quiser gritar. 
Não exalarei educação quando meu âmago estiver voltado a sentimentos que explicitem outras reações contrárias. 
Não que eu vá distribuir tapas e estupidez em não culpados, porém, não abraçarei ninguém quando essa não for minha vontade. 
E não irei concordar com opiniões alheias, apenas para embelezar o consenso coletivo. 
Quando quero passagem, sendo necessário, arrombo portões. 
Não consigo controlar o que pulsa no meu peito pedindo voz, eu grito mesmo. 
Eu sou o que estarei sendo dentre de tudo que posso ser. 
Às vezes, nem eu consigo compreender meu interior, mas o fato é que ele sempre estará se exteriorizando, e é isso o que mais falta no mundo, falta verdade. 
E sinceramente, admita, é o que todos nós vivemos a procurar. 
Mas, a grande maioria procura verdade e esbanja hipocrisia.
(Jhennifer Cavassola) 

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Dor na Alma

A pior dor é a da alma. 
As dores que permanecem na alma vem das nossas perdas, decepções, indiferenças, humilhações e injustiças; elas superam as dores físicas. 
As feridas no corpo cicatrizam, o tempo pode apagá-las, mas as feridas na alma são feridas abertas. Quando não abertas, seus sintomas são mórbidos, suas marcas geram experiências e suas profundas cicatrizes existentes tem como efeito a maturidade.
Quando um ser humano comete suicídio eu logo penso: mais um que matamos, mais um que a sociedade matou. O suicídio começa por dentro. Não observamos o outro, não cuidamos do outro. 
Por que é tão difícil? Por que essa luta interminável de ser melhor do que o outro? O por que de toda essa inveja, essas injustiças e incompreensões?
Concluo afirmando que aquele que não é caçador dos seus semelhantes, sente as dores na alma mais profundamente. Seria bonito se não fosse trágico.

(Jhennifer Cavassola)

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Plante para colher – Sexo

As mulheres evoluíram muito e não são mais bobinhas como antigamente, mas os homens não acordaram ainda para essa realidade.
Esse negócio do cara procurar a mulher, encher ela de elogios e mimos só quando quer sexo não cola mais. É preciso cuidar do jardim, regar para poder florir cada vez mais, mesmo que não queira colher nem tão cedo. 
O fogo não faz sozinho, é preciso gravetos e mais gravetos para manter a chama acesa. Falo isso para o geral, casados, solteiros, namorados, amantes, amizades coloridas, ficantes e afins. 
Esperto mesmo é o homem canalha que deixa cozinhando na panela de pressão e tem a comida quando quer. 
Se as refeições estão ficando escassas, mude a tática,  experimente plantar  sementes, regar de vez em quando e observe que o quintal ficará cada vez mais florido e terá muitos gravetos para o fogaréu. 

(Jhennifer Cavassola)

domingo, 23 de junho de 2013

A Mulher Extraordinária x Estupidez do Homem

É impressionante a capacidade que o homem tem de fazer uma mulher extraordinária perder o interesse por ele. Lembrando que manter uma qualquer encantada é fácil, basta ser canalha. 
Homens, não duvide da inteligência de uma mulher. As mulheres inteligentes sabem que são. Todos os neurônios a mais de um homem é uma tentativa de se equiparar a sapiência de nós mulheres e cá entre nós, tem muito homem incompetente no mercado, envergonhando a espécie, se comportando como um idiota e se achando um máximo. 
Uma mulher não precisa de um homem. Tenha sempre em mente que mulher nenhuma, principalmente as raras e espetaculares, fica com um homem porque precisa. Elas ficam porque querem e sabem o que querem. 
Não seja tolo e imaturo a ponto de confundir uma MULHER extraordinária e de atitude com uma mulher qualquer, vulgo vadia. Não é preciso ser muito inteligente para saber diferenciar. Pode ter certeza que poucos tiveram a incrível oportunidade de estar ao lado de verdade com uma mulher dessas, extraordinária. 
E termino com uma frase do Charles Périgord que adoro: "Uma mulher perdoará um homem por tentar seduzi-la, mas não o homem que perde essa oportunidade quando ela lhe é oferecida."

(Jhennifer Cavassola)

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Promete que vai guardar SEGREDO?

"Nunca confie em ninguém, especialmente em relação as pessoas que você admira. Serão essas as pessoas que irão desfechar os piores golpes." (Carlos Ruiz Zafón)

Promete que não vai contar pra mais ninguém? Quantas vezes fazemos isso ou ouvimos isso na vida? E essa é uma das maiores falhas de nós seres humanos. Pra começar, pedir segredo a alguém é puro egoísmo. Se você não consegue guardar segredo, como pode exigir que a outra pessoa guarde? Segredo que é segredo, é guardado no sangue, só pra você e a partir do momento que compartilha, deixa de ser segredo. Apesar de pensar assim, faço minha parte, guardo pra mim tudo que me falam e se for de alta complexidade, até esqueço. Mas não cobro de ninguém o mesmo, porque entendo os riscos que estou correndo, as pessoas são diferentes.
Clique na foto e veja como um 
segredo se transforma numa fofoca.
Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem... (Jeremias 17:5)
Amizades existem, mas não devemos depositar confiança nos homens. Humanos falham e esse é o motivo de tanto sofrimento na terra. Confiamos demais nas pessoas e nos distanciamos cada vez mais de Deus. Temos uma tendência de colocarmos esperanças nas pessoas, depositarmos confiança, ai a gente se decepciona, sofre e se revolta desnecessariamente, pois bastava seguir o conselho de Deus.
E o Senhor também diz: “Bendito o homem que confia no SENHOR, e cuja confiança é o SENHOR.” (Jeremias 17:7). Ele nos deixou para amarmos o próximo independente de qualquer coisa, apenas isso. Mas confiar não, pois somos “carne”, “pecado”.
Pense bem, muito bem antes de compartilhar qualquer acontecimento da sua vida ou da vida de outras pessoas pra alguém. Nunca se sabe o dia de amanhã e quem exatamente é essa pessoa que está a sua frente. Muitas vezes um segredo é como uma bomba, que estamos dividindo ela ao meio e jogando em outra pessoa. As vezes a pessoa compartilha seu segredo com outra, não por maldade, mas porque segurar essa bomba sozinha é realmente difícil. Voltamos ao começo da postagem, pedir segredo a alguém é puro egoísmo. Mais vale sofrer sozinho do que cedo ou tarde ter um problema mais pesado.
(Jhennifer Cavassola)

sexta-feira, 16 de março de 2012

Fofoqueiros de Plantão

"Quem faz intrigas sobre a vida alheia quer ter algo de sua autoria, uma obra que se alastre e cresça, que se torne pública e que seja muito comentada. Algo que lhe dê continuidade. É por isso que fofocar é uma tentação. Porque nos dá, por poucos minutos, a sensação de ser portador de uma informação valiosa que está sendo gentilmente dividida com os outros. Na verdade, está-se exercitando uma pequena maldade, não prevista no Código Penal. Fofocas podem provocar lesões emocionais. Por mais inocente ou absurda, sempre deixa um rastro de desconfiança. Onde há fumaça há fogo, acreditam todos, o que transforma toda fofoca numa verdade em potencial. Não há fofoca que compense. Se for mesmo verdade, é uma bala perdida. Se for mentira, é um tiro pelas costas." (Martha Medeiros)

Polêmicas, balelas, inverdades, são os fatores que contaminam qualquer ambiente. Mas os fofoqueiros sempre estão prontos para atacar e em qualquer lugar. Aquele que faz fofoca geralmente quer se promover, quer atenção e se concentra na vida dos outros para satisfazer-se.
Geralmente sente o mau sentimento da inveja, é inseguro e precisa difamar o outro para obter sucesso. Isso ocorre muito em ambientes de trabalho. O fofoqueiro só precisa de oportunidade e já está ele, falando de um ou de todos.
Existem dois tipos de fofoqueiros: aquele que faz a fofoca, que faz a polêmica, solta o boato e aquele que escuta, é condizente e permite que a fofoca aconteça.  
Há uma diferença delicada entre um simples comentário e uma fofoca. Depende da intenção de quem fala e de quem escuta. O melhor é que saiba realmente para quem está fazendo o comentário. Uma interpretação errada dos fatos pode fazer com que você seja promovido a fofoqueiro.  Depende muito de quem ouve e como foi transmitida a mensagem.
Para evitar que informações se tornem fofocas, o melhor é não emitir opiniões sobre determinados assuntos que envolvam pessoas especificas. Ou seja, não emita opiniões sobre pessoas sem que elas saibam. Se for envolver o nome dos outros, o ideal é que eles estejam sabendo da sua posição ou até mesmo presentes no momento. É preciso ter maturidade o suficiente para não se importar também com os boatos que rolam sobre a sua pessoa.  E quando é no trabalho então, tudo fica mais difícil, mas se você tiver uma postura neutra, nada influenciará no seu andamento profissional.
Um administrador, por exemplo, não deve evitar que se colonize um clima de mentiras e fofocas dentro da empresa. Ele precisa conversar com todos da equipe, envolvendo cada um de forma individual, identificar o fofoqueiro e saber trabalhar com o comportamento deste sujeito, para que se elimine o problema.
Mas e quando a fofoca acontece aos redores de sua casa, ou seja, entre os vizinhos?  O melhor é não se deixar envolver pelos maliciosos de plantão. Começou o comentário sujo, interrompa; fale da natureza, conte uma piada, diga que precisa cuidar dos afazeres da casa, enfim, saia o mais rápido possível, antes que esteja envolvido. 
SEGURE A LÍNGUA! 
  
(Jhennifer Cavassola)

Achei uma mensagem interessante no livro "Em Busca da Autoconfiança, Estrutura Emocional de Aço - Marcio Kühne", segue:

Certa vez, um homem tanto falou que seu vizinho era ladrão, que o vizinho acabou sendo preso.
Algum tempo depois descobriram que era inocente. O rapaz foi solto, após muito sofrimento e humilhação, e processou o homem.  
No tribunal, o homem disse ao juiz:  
- Comentários não causam tanto mal...         
E o juiz respondeu:    
- Escreva os comentários que você fez sobre ele num papel. Depois pique o papel e jogue os pedaços pelo caminho de casa. Amanhã, volte para ouvir sentença!    
O homem obedeceu e voltou no dia seguinte, quando o juiz disse:  
- Antes da sentença, terá que catar os pedaços de papel que espalhou ontem!
- Não posso fazer isso, meritíssimo! - respondeu o homem - O vento deve tê-los espalhado por tudo quanto é lugar e já não sei onde estão!
Ao que o juiz respondeu:       
- Da mesma maneira, um simples comentário que pode destruir a honra de um homem, espalha-se a ponto de não podermos mais consertar o mal causado. Se não se pode falar bem de uma pessoa, é melhor que não se diga nada!           
MORAL DA HISTÓRIA:         
Sejamos senhores de nossa língua, para não sermos escravos de nossas palavras.

Beijos especiais da Mulher Diferente!!!

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Inveja – O Pior dos Sentimentos

Certa vez perguntei a uma amiga: - Qual o pior sentimento que você acha que existe?
Ela respondeu: - Ódio.
Discordei imediatamente dizendo que era a inveja. 
E é a inveja o pior dos sentimentos e o mais sujo e difícil de ser abolido da alma humana. É um vício que mais causa sofrimento à nossa raça.
O ódio pode se tornar amor. Inveja é algo que destrói por dentro, que deprecia e até faz a pessoa sentir ódio de si e do outro.
Não existe inveja boa e inveja ruim. Inveja é sempre um sentimento ruim, existe admiração pelo que o outro é ou pelo que o outro possui. Você admira e sente vontade de ter algo igual ou se a pessoa tem qualidades, você deseja tê-las e exerce essas qualidades em você. 
Admiração: s.f. Sentimento de prazer, de respeito, experimentado diante daquilo que é belo e bom.
Você não fica triste e sim feliz pelo próximo. Admirar o que é bom não faz mal, sentir inveja faz. Porque a inveja  faz você querer destruir a vida do outro. É como se fosse um urubu esfomeado pela carniça. Basta à pessoa se destacar em alguma área, por mais insignificante que seja e lá estará o invejoso, pronto para apontar o dedo e minimizar o feito ou o caráter do invejado. É um desejo cruel de ser o centro das atenções e de querer ser maior e melhor que todos, não podendo suportar que o outro seja melhor. É como se não suportasse a diversidade do mundo.

Se você às vezes tem esse sentimento horroroso, trabalhe para que não se torne doença. Acredito que todos no mundo já sentiram inveja de algo. Alguns através da educação trabalharam esse sentimento e excluíram de suas vidas. Aperfeiçoaram para o bem, para admiração. Outros tem o instinto para o mal e ainda sofrem com esse sentimento e talvez não cure jamais, pois realmente é um vício.
Sou extrovertida, bonita sim, inteligente, comunicativa, segura de si e automaticamente sofro muito com a inveja das pessoas. Apesar de atrair energias positivas como muitos dizem, os invejosos de plantão também se atraem por mim. Eu graças a Deus sinto admiração a tudo que é belo e por todos que estão bem a minha volta. Adoro ver e fazer as pessoas felizes.
A Inveja é a incompetência de ver a luz das outras pessoas, a alegria, o brilho de alguém, seja que lado for.  Ela também é a consequência da incapacidade da sua evolução como ser humano.
Infelizmente muitos pais e educadores são culpados por certas pessoas serem invejosas hoje. A inveja também é uma má educação.
Foi através dela que o mal entrou no mundo.Veja só o primeiro exemplo que tivemos na terra: Caim e Abel. Quantas mortes aconteceram no mundo e quantas puxadas de tapetes já tivemos sem saber como e porque aconteceram? A INVEJA MATA, pode ter certeza.

Seja feliz e seguro de si, busque e renove seus objetivos. Evite a inveja alheia andando sempre com pessoas de boa índole. Garanto que você só aprenderá e se tornará cada vez melhor como ser humano. Contemple o belo, procure ver a beleza das pequenas coisas e estará preparada para as grandes. Não exponha sua felicidade em vitrine pra qualquer um. Aprenda a cultivar o bem, trabalhar o emocional e ter bons sentimentos. Comemore a felicidade alheia, assim você só atrairá energias positivas.  Se apegue com Deus, Ele é maior que qualquer "olho gordo".


(Jhennifer Cavassola)

Querido leitores, que Deus proteja vocês, um mega beijo da Mulher Diferente.


Ps: Alguns leitores estão recebendo uma mensagem de malware detectado no blog, mas não tem malware aqui. Toda e qualquer tipo de ameça, como sites externos por exemplo, foram retirados. Peço desculpas à todos por esse transtorno, ele já está sendo resolvido. Espero que o Google reconsidere logo para navegarmos tranquilamente. 

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Ame e Viva - O que temos visto por ai???

Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes. Com suas danças e poses em closes ginecológicos, cada vez mais siliconadas, corpos esculpidos por cirurgias plasticas, como se fossem ao supermercado e pedissem o corte como se quer... mas???
Chegam sozinhas e saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros, analistas, e outros mais que estudaram, estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos. Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dancer", incrível.
E não é só sexo não! Se fosse, era resolvido fácil, alguém dúvida? Sexo se encontra nos classificados, nas esquinas, em qualquer lugar, mas apenas sexo!
Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho, sem necessariamente, ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico na cama... Sexo de academia.
Fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçadinhos, sem se preocuparem com as posições cabalisticas.
Sabe essas coisas simples, que perdemos nessa marcha de uma evolução cega. Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção. Tornamo-nos máquinas, e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.


Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada nos sites de relacionamentos "ORKUT", "PAR-PERFEITO" e tantos outros, veja o número de comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra viver sozinho!".
Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários, em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis, se olharmos as fotos de antigamente, pode ter certeza de que não são as mesmas pessoas, mulheres lindas se plastificando, se mutilando em nome da tal "beleza".
Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento, e percebemos a cada dia mulheres e homens com cara de bonecas, sem rugas, sorriso preso e cada vez mais sozinhos.


Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário... Pra chegar a escrever essas bobagens? (Mais que verdadeiras) é preciso ter a coragem de encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa.
Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia isso é julgado como feio, démodê, brega, familias preconceituosas.
Alô gente!!! Felicidade, amor, todas essas emoções fazem-nos parecer ridículos, abobalhados...
Mas e daí? Seja ridículo, mas seja feliz e não seja frustrado. "Pague mico", saia gritando e falando o que sente, demonstre amor...
Você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais...
Perceba aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, ou talvez a pessoa que nada tem haver com o que imaginou mas que pode ser a mulher da sua vida. E, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois... Quem disse que ser adulto é ser ranzinza ?

Um ditado tibetano diz: "Se um problema é grande demais, não pense nele... E, se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele?"

Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo, assistir desenho animado, rir de bobagens e ou ser um profissional de sucesso, que adora rir de si mesmo por ser estabanado.
O que realmente, não dá é para continuarmos achando que viver é out ou in.
Que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo, que temos que querer a nossa mulher 24 horas maquiada, e que ela tenha que ter o corpo das frutas tão em moda, na TV, e também na Playboy e nos banheiros. Eu duvido que nós homens queiramos uma mulher assim para viver ao nosso lado, para ser a mãe dos nossos filhos, gostamos sim de olhar e imaginar a gostosa, mas é só isso, as mulheres inteligentes entendem e compreendem isso.
Queira do seu lado a mulher inteligente: "Vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois, ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida".
Porque ter medo de dizer isso, porque ter medo de dizer: "Amo você", "fica comigo"... Então não se importe com a opinião dos outros, seja feliz!

Antes ser idiota para as pessoas que infeliz para si mesmo!

(Arnaldo Jabor)

Nota: Eu adorei esse texto e achei digno divulgar ele aqui no blog. O Arnaldo Jabor é ótimo, adoro as críticas dele. O texto fala por si só, sem mais comentários. 

domingo, 21 de agosto de 2011

Sexo Casual - Previna-se do Apego

Conversando com uma amiga outra dia, eis que dou uma dica a ela sobre sexo casual e etc. Deu certo com as pessoas que conversei e com ela está dando também. Pois bem, essa minha amiga pediu pra eu postar no blog essa tal dica infalível.

Não quer se apaixonar após aquele sexo maravilhoso? Serei clara e objetiva: NÃO OLHE NOS OLHOS APÓS O ORGASMO E PONTO. Naquele momento você liberou todos os hormônios do 'bem', você fica melosa, carente e tudo que quer é carinho, ser bem tratada, acha tudo lindo e um simples olhar faz você se apaixonar ou pelo menos viciar e “pagar pau” por aquele canalha que você saiu na última sexta-feira.

Após o orgasmo a ocitocina (hormônio do prazer, melhor dizendo do amor, já que liberamos isso quando amamentamos, abraçamos alguém que gostamos etc) está bombando, o corpo se arrepia fácilmente, os olhos brilham, sorrisos e risadas acontecem, a fala fica baixa, a vontade de estar perto do outro aumenta mais ainda e... O homem é caçador, ele tem um instinto impressionante para se preservar e logo ele sai da cama e a vontade de apertar o botão eject ou dizer “fora daqui” é enorme. Se ele for cafajeste ele vai para o banho ou pelo menos curti a DPF (depressão pós foda) dormindo logo que o serviço for concluído e te deixará nas nuvens, digo na cama, curtindo a ocitocina sozinha e não te ligará mais.
Mas tem o pior, se ele for canalha ele fará o mesmo do cafajeste só que com uma diferença, te procurará no outro dia ou quando quiser novamente e te iludirá com o velho papinho e fará o mesmo da noite passada.

Então amigas queridas, não corram riscos de se apaixonar por um desses, NÃO OLHE NOS OLHOS APÓS O ORGASMO, se ele for do tipo carinhoso, o máximo que você pode fazer é retribuir o carinho, mas não precisa olhar e mesmo assim o ideal é levantar e sair logo da cama. Se for o amor da sua vida, você saberá com certeza, pois os sinais gritam, então não precisa ficar encanada.

E se ainda de quebra quiser deixar ele louco, mostre-se a melhor mulher do mundo na cama, seja encantadora, envolvente, sensual, faça tudo que tiver direito, faça ele se sentir o “cara”, goze, deite, olhe pro teto, respire e levante pra um banho gostoso, se vista e saia. Ele se sentirá um verme, ou seja, usado, não entenderá nada, pois percebeu que gostou, mas a insegurança de você não se apegar, ser diferente e decidida, ferrou ele. 

(Jhennifer Cavassola)

Dicas de uma Mulher Diferente, e como digo sempre: toda regra há exceção. 

quarta-feira, 27 de julho de 2011

É tão fácil ser legal!

Sinto-me só nesse mundo tão grande. Grande e pequeno ao mesmo tempo, por ter pessoas tão medíocres.
Hoje cada um vive a sua vida, ninguém mais se interessa de verdade por ninguém.
As pessoas não perguntam do fundo do coração se as outras estão bem. Eu queria entender porque as pessoas não se interessam pelas outras. Todos fingem que se interessam, mas na verdade pouco se importam. Hoje as conversas são superficiais, ninguém está nem ai pros problemas alheios, com seus interesses, iras, a não ser que seja para criticá-los.

Tudo bem que se eu alfinetar meu dedo com uma agulha na frente de qualquer pessoa, só eu sentirei dor, o outro só vai mexer a cabeça e no máximo fazer uma cara de nojo por causa do sangue. “Pimenta na boca dos outros e refresco na da gente.”
Passei os maiores anos, acreditando que a humanidade mudaria; hoje tenho plena certeza que não. Se você conta um problema pra alguém, mesmo sabendo que a pessoa não pode te ajudar; fala por está precisando desabafar suas paranóias, suas magoas... Ela tira conclusão que você é problemática, louca, isso se não sair por ai falando da sua vida.
Problemas todo mundo tem, é verdade. Mas as pessoas ficam loucas se precisarem de ajuda e não ter ninguém ao menos pra ouvi-la. 
Hoje o mercado de trabalho está muito disputado, você tem que se matar pra segurar o emprego; chega em casa tem fazer de tudo pro marido; ai vem os filhos, você tem que fazer de tudo pra eles ter uma boa educação. Só essas coisinhas, faz à cabeça ir à tona. Muita pressão, euforia, limitações. Fora os traumas da infância, as decepções... Então quando você vai ouvir alguém não dar à mínima. Esquece que amanhã pode ser você que esteja precisando. E quando alguém quer desabafar, não quer ouvir os seus problemas ou de sua vida que está maravilhosa, e sim um conselho ou uma simples frase dizendo: “tudo vai se resolver”. Mas não... Sabe como as pessoas reagem? “Ah eu também passei por isso, é besteira!” Ou “ Que nada você está errada!” isso quando não desdenham do que você está dizendo."É incrível como as pessoas se interessam muito mais em saber dos motivos e detalhes do seu sofrimento do que simplesmente te dar uma força."

Por causa do egoísmo, egocentrismo de toda a gente, que hoje faço a minha parte sem esperar nada de ninguém. A minha janela é basculante, espaço pequeno, só quem pode passa. Abro e fecho quando quero.
Mas acha que isso é bom? Queria poder abrir mais, poder falar mais do que sinto, dos traumas, das decepções. Quem quer ouvir? Só um especialista, que terei que pagar pra escutar-me. Escolho a solidão não por opção e sim porque é o jeito.

Tem uma frase que diz: 
“A solidão é uma arma que mata, mesmo não tendo ninguém para dispará-la”.

E um trecho de uma música  do Ritchie que diz: Ando só, leio o jornal, lembro do que passou / Vento e sol, sinto a solidão, o amanhã começou / Nada pra jogar, nada pra perder / Sei que nada vai adiantar”...
Ai vem o Hebert Viana na música Calibre dizendo: “Eu vivo sem saber até quando ainda estou vivo, sem saber o calibre do perigo”...
Costumo dizer que: É tão fácil ser legal, é tão fácil você lidar com as pessoas, não entendo porque as pessoas limitam, dificultam e estragam tanto isso.

Com euforia, vem uma amiga e diz: - Meu filho andou, meu filho está andando!
A pessoa pergunta: - Ele tem quantos anos?
A amiga responde sorrindo: -1 ano e 1 mês.
A pessoa fala sorrateiramente: - Nossa, pois o meu andou com 9 meses.
* Caramba, quem perguntou? Puts, naquele momento a pessoa quer compartilhar essa alegria, e não saber do filho do outro. Às vezes fazemos esse tipo de coisa sem sentir, às vezes por que queremos machucar. Mas não importa, porque a outra pessoa não entende que foi sem querer e sim porque queremos ser superior.

Outro caso: - Nossa como essa roupa é bonita!
Só a roupa? Agora olha a diferença quando você sabe ser legal:
- Nossa como essa roupa caiu bem, você está linda!

Se olharmos mais profundamente, veremos a alma do outro. V
eremos que não só de sorrisos essa pessoa e feita, não só de tristeza, ou seja lá o que for. Devemos olhar nos olhos e apesar de também termos nossos problemas, devemos se interessar pelos problemas dos outros. Mas se interessar com o coração, profundamente, para podermos ajudar nem que seja com uma palavra.
Que não sentimos a dor é verdade, mas podemos nos colocar no lugar do outro.


(Jhennifer Cavassola)

"O ser humano não é um mamífero, pois estes harmonizam-se com o ambiente. O padrão do ser humano é o mesmo do vírus, que se instala, destrói e depois muda-se para novamente destruir." (Matrix)

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Vulgaridade x Sensualidade

Vulgarizar é tornar vulgar ou notório; propagar, divulgar, difundir.

Uma mulher de corpo torneado quando passa na rua e ela está com uma roupa curtissima é vulgar. Pois está divulgando, tornando-se notória. Pra ser sensual não é preciso deixar o bumbum de fora ou os seios; não precisa andar com uma calcinha fio dental e uma roupa transparente. E tem muitas mulheres que acreditam que os homens amam isso hahaha, mas não amam. Pra dar uma trepadinha serve sim, mas logo o botão ejete será executado e ele não vai querer mais nem ver a cara da biscate. É o efeito máquina e logo vem outra biscate que pegou o mesmo exemplo e ele fará igual.


Mas se você é uma mulher android (mulher robô), e adora ser bem tratada pra ser dominada na cama e esquecida depois, ai sim, ande com os seios saltando da blusa, com saias curtissimas aparecendo a polpa da bunda, dance o funk até o chão fazendo gestos obsenos e assim você servirá para chamar atenção de homens androids e será inspiração de outras mulheres pré-robôs.

Acho que uma belissima roupa (vestido, calça jeans, blusas decotadas sem exageros), um cabelo brilhoso e bem arrumado, uma maquiagem bem feita, um perfume afrodisiaco, uma bela sandalia, ajudam bastante na sensualidade de uma mulher. Na cama pode tudo, desde uma lingerie ousada até mesmo ser sensual sem roupa, apenas usando o cabelo e fazendo caras e bocas. Da pra ser vulgar na cama também, depende do estado de espirito e desde que na rua você seja comportada.
Ser sensual não tem nada a ver com ser vulgar. Fora do seu habitat você pode ser meiga e sensual. Mas vulgar e sensual nunca, nem mesmo entre quatro paredes. Temos exemplo de várias famosas vulgares e sensuais. Observem e vejam que ambos não caminham juntos, ou é um ou outro. É uma questão de escolha.

(Jhennifer Cavassola)

sexta-feira, 1 de maio de 2009

O Mundo está Virado!

Só tenho a dizer que estou perplexa com os últimos acontecimentos no Brasil. O mundo está muito virado, tudo tem sido ao contrario. Antigamente as pessoas namoravam, noivavam, casavam e depois tinha filhos. Hoje os filhos vêm antes do que tudo, primeiro a gravidez indesejada, logo depois o casamento, que também é indesejado. Porque se ambos quisessem de verdade, teriam casado antes.
Não sou contra a mães solteiras ou pessoas independentes e que sonham em ser mãe, mas não sonham em casar. Isso não sou contra, pois cada um sabe o que quer. E se a pessoa pode e tem condições de criar um filho sozinho, ai tudo bem, é uma escolha, principalmente que estamos em um país que pode tudo.
Mas sou contra as adolescentes que não tem nada na cabeça e acham que estão com o cara certo, que namoram há 2 anos ou 5 anos e não são assumidas e mesmo assim caem na besteira de engravidar.
Mas a culpa toda é dos pais! Antigamente os pais preparavam os filhos, davam educação para os filhos formarem uma família, falavam da independência financeira do casal e em pleno século XXI isso mudou bastante. Os pais educam seus filhos, principalmente filhas, para serem independentes. Falam apenas da formação, de estar em uma boa faculdade, de terem seu próprio dinheiro, de não pensarem em casamento. Esquecem dos problemas que isso causa, pois ficar sem trepar ninguém fica. E a relação sexual acontece com o colega da faculdade, pintam n’s namorados, n’s pegas e logo uma gravidez.
Poxa, aonde vamos parar desse jeito? Essa historia que homem e mulher são iguais, isso não entra na minha cabeça. Cada um tem seu papel e muito diferente, principalmente quando se trata de família. As mulheres hoje, são as primeiras a achar o sexo super normal com desconhecidos. Nós mulheres somos muito inteligentes, mas quando uma quer ser burra, é incrível como sabe direitinho!
Casamento é muito importante, as pessoas não podem perder essa cultura e não podem casar por obrigação. Tudo bem, pelo menos o cara assumir e casar, já é bom, e quando não assume, quando sai fora. Mas não é sobre isso que estou querendo falar e sim sobre a gravidez na adolescência.
Chega gente, filho não é brincadeira! Amarra o pinto direitinho, toma anticoncepcional, porque educar uma criança hoje é muito difícil! A gente ver todo dia na tv criança abandonada, adolescente envolvido em estupro, alcoolismo, drogas, homicídios etc. Tudo por conta da irresponsabilidade de terceiros. É por essas e outras que sou a favor do Controle de Natalidade no BRASIL. Ops, no Brasil, pois em outros países, principalmente os árabes eu não sou.

Eu graças a Deus serei mãe logo logo e planejamos a gravidez, passamos ainda 10 meses esperando acontecer. Somos casados há quase 2 anos, diga-se de passagem um maravilhoso casamento.

Ps: Algo que gosto de deixar bem claro no Mulher Diferente, é sobre a generalização, odeio generalizações, pois toda regra a exceção, ok?
Desejo um lindo fim de semana a todos!
Um grande beijo

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Transferência de culpa

“Por que algumas pessoas insistem em colocar a culpa dos problemas que acontecem em suas vidas nos outros, em vez de assumir a responsabilidade?”
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No começo do século 17, os habitantes da região italiana da Toscana já estavam se acostumando com as esquisitices de um sujeito chamado Galileu Galilei. Ele era bamba em matemática e física e andava obcecado por entender os mistérios do Universo. Uma passagem curiosa a seu respeito é aquela em que ele subia a torre inclinada de sua cidade natal, Pisa, e ficava jogando coisas de tamanhos e formas diferentes, tentando entender por que e como caíam. Diz a lenda que, após uma dessas experiências, Galileu observava pensativo os restos de um ovo estatelado na calçada da praça dos Milagres quando foi interpelado por uma velhinha que lhe perguntou o que estava fazendo. “Estou tentando entender por que este ovo caiu da torre”, disse ele. “Eu sei por que ele caiu”, emendou a mulher. “Porque você o soltou.”
Essa história engraçada coloca juntas as duas causas que costumam desencadear os fatos da natureza e também da vida humana: a causa que determina e a causa que predispõe. O que determinou a queda do ovo foi a ação da gravidade; o que permitiu que isso acontecesse foi o fato de Galileu ter aberto a mão e soltado o ovo. Da mesma maneira, sempre há uma causa externa e uma causa interna para os fenômenos que acompanham a vida humana. O correto é dar crédito merecido a ambos os fatores, mas nós temos uma imensa tendência a valorizar um e minimizar o outro, de acordo com nossas conveniências. Nossas conquistas costumamos atribuir às nossas virtudes; já nossos fracassos não têm nada a ver com nossos defeitos, e sim com fatos alheios a nós, verdadeiras traições do destino.
Na semana em que escrevi este artigo, pude observar pelo menos três fatos que ilustram bem essa tendência de autopreservação: um querido amigo chegou com uma hora de atraso a um compromisso que tinha comigo e, após cumprimentar-me, passou a culpar o trânsito por seu atraso, e não sua já conhecida e folclórica despreocupação com os horários e com o tempo dos demais. Outro, investidor da Bolsa da Valores, perdeu dinheiro com a dança dos números e imediatamente atribuiu o prejuizo à “mão invisível do mercado” e não a sua análise incorreta das tendências. Nesses acontecimentos, eu fui o espectador, mas há pelo menos um em que fui o grande protagonista. Estou entregando este artigo com atraso e, quando a equipe de VIDA SIMPLES me ligou, suavemente, cobrando, eu comecei logo a dizer que ainda não tinha entregue porque estava viajando, os aviões andam atrasados, o excesso de trabalho estava me matando etc. etc. É o mesmo que dizer: “A culpa não é minha. A culpa é de minha vida, e eu não tenho controle sobre ela”. Pode?

Você é meu inferno
Cada pessoa tem seus próprios planos na vida. Para realizá-los, vai executando ações que modificam o mundo a seu favor. Até aí, tudo bem. O problema é que todos fazemos isso e, claro, sempre haverá a possibilidade de que aquilo que alguém faça para atingir seus objetivos entre em conflito com o projeto de outra pessoa. É por isso que o filósofo Sartre dizia que “o inferno são os outros”. Mesmo levando em consideração o mau humor do existencialista francês, temos que aceitar que ele tinha lá alguma razão, mas também não podemos deixar de atribuir a esse pensamento uma carga de transferência de responsabilidade. Às vezes as pessoas criam seus infernos particulares e atribuem a autoria a outrem.
Todos já vivemos situações em que foram as atitudes de alguém ¬ o namorado, o chefe ou o presidente da República ¬ que acenderam o fogo da panela de pressão de nossa paciência. Ok, concordo! Mas muitas vezes fomos nós mesmos que riscamos o fósforo, e os outros apenas entraram com a palha seca. Ou vice-versa.
Ninguém está livre de ter esse comportamento transferidor de responsabilidade. O problema é que ele pode se transformar em um padrão. Quem jamais, ou quase nunca, admite ter construído seus insucessos, carrega consigo os sentimentos de frustração, de impotência e de injustiça. Frustração porque vê seus planos falharem. Impotência porque, como não se atribui a culpa, sente-se incapaz de agir sobre seu próprio destino. Injustiça porque não se considera merecedor do infortúnio, uma vez que, em sua opinião, não é ele o autor do mesmo.
A psicologia, que está sempre buscando explicar o comportamento humano, cunhou a expressão “projeção” para explicar essa tendência de transferir responsabilidades que todos temos, em graus variados. E colocou a projeção em um grupo de comportamentos chamados “mecanismos de defesa”. A parte da estrutura psicológica chamada ego muitas vezes recusa-se a reconhecer impulsos de seu vizinho, o id. Essa é a parte da mente humana mais primitiva, regida pelo impulso do prazer, e que busca a satisfação imediata das necessidades e o apaziguamento das tensões. Obedecendo a esses impulsos primitivos, muitas vezes fazemos coisas, ou deixamos de fazer, que nossa própria moral reprovaria. É quando entra o ego, que é regido pelo princípio da realidade.
Quando adultos, não podemos mais simplesmente cair no choro e sapatear quando somos contrariados ou repreendidos. As crianças fazem isso porque são comandadas pelo id. Nos adultos, o ego assume o comando e a responsabilidade. Entretanto, às vezes o golpe é muito forte para um ego ainda não totalmente estruturado. Nesse caso, ele projeta a culpa para fora de si, isentando-se e, claro, incriminando alguém. Freud explicou!

Inocente ou impotente?
Dizem que essa tendência de transferir responsabilidades é maior entre nós, latinos. O economista argentino Fredy Kofman, que é professor nos Estados Unidos, observou isso, e comenta que se interessou pelo assunto quando seu filho de 5 anos um dia dirigiu-se a ele dando origem a um diálogo bizarro, mas pra lá de esclarecedor:
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— Pai, sabe aquele carrinho que você me deu ontem?
— Sim, o que tem ele?
— Pois é, pai. Ele quebrou.
— Como assim? Ele se quebrou sozinho? Então ele cometeu suicídio?
— Foi, pai. Bem diante de meus olhos. Foi horrível!
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Pense em quantas vezes você mesmo, como o pequeno protagonista da história, transferiu a responsabilidade até para objetos inanimados. Eu, pessoalmente, tenho vários episódios, confesso. Quando estudei nos Estados Unidos, ainda muito jovem, consegui comprar um carro, um pequeno e econômico Ford Pinto. Certa vez, em uma das muitas freeways californianas, o valente carrinho de repente começou a tossir, sacudir-se todo, até que acabou parando. Motivo? Falta de gasolina. Maldição!, disse eu, sem saber exatamente a quem estava dirigindo o impropério.
Em menos de dois minutos um carro da polícia encostava ao meu lado, e quando o policial perguntou o motivo de estar parado em lugar proibido, eu disse algo como: “Eu não tive culpa. A gasolina acabou”. “Então de quem é a culpa?”, respondeu o agente da lei por trás de seus óculos escuros. Ele fez três coisas. A primeira deu-me alívio, a segunda vergonha e a terceira, prejuízo: levou-me até um posto de serviços para que eu providenciasse o combustível, passou-me uma descompostura por meu ato imprevidente de entrar numa freeway sem verificar o combustível e aplicou-me uma imensa multa.
Durante muito tempo eu me envergonhei do acontecido. Hoje o encaro como um imenso aprendizado. Naquele momento eu me achava inocente. Na verdade eu estava impotente. Aliás, esse é o preço da inocência ¬ a impotência. Se você deseja ter sua vida sob controle, o preço é outro ¬ a responsabilidade.
Transferir a responsabilidade aos outros traz um falso conforto momentâneo. Uma análise mais cuidadosa de qualquer acontecimento negativo em nossa vida sempre vai salientar nossa participação ativa no episódio. Muito mais do que gostaríamos de admitir. Seu namorado a deixou porque ele é um crápula ou porque você não investiu na relação nem em você mesma? O emprego não aparece porque o mercado de trabalho está ruim ou porque seu currículo não ajuda? Você não passou no vestibular porque a concorrência era muito grande ou porque você não estudou o suficiente?
É claro que sempre há, lembre-se, os fatores determinantes e os predisponentes a qualquer acontecimento. Pode ser que um fator determinante esteja fora de você, mas que você ajudou com um ou mais fatores predisponentes, isso lá você ajudou. Confesse! É verdade que o mercado está ruim, mas também é verdade que seu currículo não está ajudando. É real que o vestibular é difícil e concorrido, mas é ainda mais real que você não se preparou o suficiente. Todos sabem que os rapazes são inconstantes, mas todos sabem também que ele não foi estimulado a permanecer na relação com você, pela maneira como você se cuida e pela maneira como você o tratava. Só que ninguém diz nada.

Confessando as culpas
Em Québec, no Canadá, o jovem Otto cometeu um assassinato. Escondeu de todos, mas confessou o crime ao padre Michael Logan. Este guarda o segredo. Só que o inspetor Larrue, no decorrer das investigações, encontra indícios que incriminam o próprio padre, que é preso e encaminhado a julgamento.
Esse é o enredo de I Confess, um dos filmes menos conhecidos de Alfred Hitchcock. Bem ao gosto do velho cineasta, o filme mistura suspense com drama psicológico. Durante uma entrevista, em 1954, Hitchcock dizia que não havia gostado do resultado do filme, quando então foi interrompido pelo crítico André Bazin, que lhe disse ter percebido no filme essa forte característica humana de transferir a culpa para evitar a dor. O cineasta então se desconcertou e se surpreendeu com essa marca psicológica que ele mesmo não havia percebido em sua obra, a ponto de passar a usá-la outras vezes, como nos filmes Cortina Rasgada e Janela Indiscreta, outras de suas produções geniais.
No fim do filme, Otto confessa seu crime. É o que acontece com todos nós que, mais cedo ou mais tarde, acabamos confessando nossas culpas, culpinhas ou culponas. E não as confessamos, necessariamente, para os outros, e sim para nós mesmos, que é o que mais interessa ao nosso crescimento pessoal.

Por Eugenio Mussak
Fonte:
Vida Simples
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Ps: Meu pai vive fazendo as coisas e colocando a culpa nos outros. É incrivel! Ele quebra um copo e a culpa foi da pessoa que colocou na ponta. Se trai minha mãe, a culpa é dela que não está sendo uma boa companheira. É cada uma!
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Para quem curte ficar em casa como eu e para quem curte o festão, um bom carnaval!
Façam SEXO, mas com CAMISINHA. BEBAM, mas não DIRIJAM. BRINQUEM, mas não BRIGUEM.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Franqueza e bla blas...

"A franqueza não consiste em dizer tudo o que se pensa, mas em pensar tudo o que se diz." (Victor Hugo)

Falo bastante, sou bem animada, amo conversar. Claro que não sou daquelas que não deixo ninguém falar, dou a vez. Mas teve uma época que eu passava o dia sozinha e quando encontrava pessoas só queria gastar as palavras. O mal é que voltei a ficar mais vezes sozinha, mas como estou morando em uma cidade nova, ainda em adaptação, conhecendo pessoas, fico pesada pra conversar e acabo não falando muito.
Meus pais são falantes, na Bahia a maioria das pessoas falam muito e são meio nervosos pra conversar e eu não fico atrás, sou assim também. O bom é que são assuntos aproveitáveis e não gosto de falar da vida alheia. Mas claro que incomodo muita gente, por falar muito hehe
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Por obsequio, sou muito franca! O pior é que quanto mais intimidade eu tenho com a pessoa, mais franca eu sou. Por ser franca, acabo magoando as pessoas que mais gosto. Sinceridade, franqueza e verdade caminham juntas. Claro que tudo deve ser com cautela, mas às vezes acabo exagerando. Já postei certa vez sobre mentira e dessa vez gostaria de dizer que mentira, falsidade e desonestidade caminham juntas. Mas é preciso ser humilde quando se é franco. Costumo dizer que o orgulho é o avesso da humildade. Sou defensora da humildade e acima de tudo é preciso ser humilde. Humilde pra amar, chorar, sorrir, conversar, ver... Tento conciliar a fala, a franqueza com minha humildade.
E quando chora? Sou mais franca ainda. Dizem que a lágrima é sinônimo de fraqueza, não acho! Acho que chorar é sinônimo de fortaleza. Não somos fracos quando choramos e sim francos com nós mesmos. Quando nos desmanchamos em lágrimas, é um desabafo, e a maioria das pessoas se sentem muito bem e ainda mais fortes.Estou falando sobre conversas, franqueza, bla blas, porque não tenho agüentado as coisas que tenho visto e escutado. Não estou colocando a boca no trombone, mas tenho deixado claro as coisas que não gosto.

Sou tão difícil de convivência rssss. Tem dia que acordo ótima, tem dias que acordo pra matar. Sou sistemática, não gosto de pessoas me visitando todos os dias, não gosto que terceiros opinem sobre minha vida a não ser que eu  as perguntem... Aqui no blog por exemplo, a porta  esta  aberta para todos vocês leitores.
Tenho ficado bastante irritada por estar morando perto dos meus sogros. Tem pessoas que vão na nossa casa,  mais pra observar tudo, falam o que veem, colocam olho grande, opinam demais, e fora que gosto de ter meu canto, gosto de ficar afastada, gosto de ficar na intimidade no meu lar. Não é porque meu esposo está morando na mesma cidade que os pais, que eles devem vim aqui todos os dias ou necessariamente uma vez na semana. Meus vizinhos por exemplo; reclamam porque vivo de porta fechada. Qual é meu? As casas já são todas coladas, escutam tudo, ainda querem  ver  e opinar? Santa paciência! Ah, ta  nem falei, moramos em uma vila militar, todos sabem da vida de todos e eles sempre procuram tudo, adivinham o que estamos fazendo em casa, essas coisas, mas são todos gente booa! Já deixei claro como gosto de viver e eles "parecem" entender.
Mas voltando a falar sobre meus sogros: minha sogra, tudo ela dramatiza, tudo ela quer precisar do filho, e é porque tem mais 2 filhos. E ficam dramatizando dizendo que meu esposo não dá mais atenção a eles, vixe é só o começo. O pior mesmo é não querer que o filho passe em um concurso melhor, só porque não quer  que o filho vá pra outra cidade. Meu esposo sendo formado em direito, tem pós graduação, OAB e continua bombeiro sem ao menos poder assinar como advogado por ser militar. Pais, tem que torcer para os filhos serem felizes, não importa aonde.
Assim não dá pow, larguei toda minha vida, emprego, meus amigos, minha família, meu lar, pra casar, pra ficar com o homem que amo... Daí essa concorrência toda, esse ciúme todo, tanta besteira. Só brasileiro tem essa mania de “família”, ah família. E no fundo nem valorizam porra de nada, pois família é a primeira a afundar a gente.
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Quando Deus falou com Abraão, para que ele levasse sua família para outro lugar, pois acabaria com a terra que ele estava. Deus deixou claro para ele, que a família que ele falava era Saara e não a parentada. E assim foi feito!
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Filhos não são nossos, temos que educar, amar, mas sabendo que eles não são propriedades nossa. Filhos são do mundo! Deus deixou a gente aqui pra acasalarmos e procriarmos.
Se não deu amor, educação antes, não adianta depois do filho adulto, formado, casado, querer voltar no tempo. Minha família está há mais de 2 mil km e meio longe de mim, fica tudo difícil e está grávida longe das pessoas que você ama, é um horror. A família do meu marido quer participar todos os problemas, como se nós fossemos culpados, ainda pedem para tentarmos resolve-los. Se fosse só isso, e o que procuram saber da nossa vida, afff, santa paciência! Estou pra chutar o pau da barraca, usar minha franqueza sem humildade nenhuma.
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É, caros amigos, ainda bem que tenho esse espaço para desabafar e ler os comentários de vocês, graças a Deus isso ajuda bastante. Vocês são meus amigos virtuais aos quais valorizo e muito.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Depressão x Tristeza

"A agitação, instabilidade da vida moderna, movida de estressores, muitas vezes trazem sentimentos de desânimo e impotência diante das exigências da vida. Assim trazendo, a falta de tempo para fazer as tarefas comuns da vida diária, a dificuldade em conciliar trabalho e cuidados com a saúde, horário para lazer, planejamento familiar, dívidas ou mesmo com a estética corporal... Esses e outros motivos podem causar sentimentos ruins de tristeza que costumam até ser confundidos com a depressão, trazendo assim uma certa preocupação."

A diferença entre a tristeza e depressão:
Isso passa, é só uma fase. É bom que passe mesmo. A tristeza é um sentimento momentâneo, considerado saudável e até importante pelos médicos. Ajuda na elaboração das perdas, ou sofrimentos ocasionais. As pessoas atingidas pela ocorrência de perdas, do emprego ou de entes queridos, atravessam uma fase de sofrimento e angústia, que pode se prolongar por um
determinado período de tempo (cerca de 2 meses), mas esse quadro vai se atenuando e paulatinamente a vida vai retomando o ritmo normal.

Agora, se a tristeza não passa, e começam a surgir sentimentos de apatia, indiferença, desesperança, falta de perspectivas ou prazer pela vida, saiba que esse é um sintoma claro de depressão. Os sintomas podem aparecer ou desaparecer de maneira sutil e quase imperceptível, mas é importante saber que eles podem voltar e depressão é doença séria e assim deve ser tratada. A depressão é uma doença recorrente e crônica.

Pesquisas da OMS revelam que os indivíduos que vivem um episódio depressivo, têm 50% de probabilidade de Ter o segundo. Para os que passam por um segundo episódio, a probabilidade de Ter um terceiro aumenta para 75%, e quem chegou ao terceiro, corre
o risco 90% maior de sofrer uma Quarta crise depressiva. Calcula-se que cerca de 20% da população mundial enfrentará esse problema em um dado momento da vida. A doença atinge crianças, adolescentes e adultos, sendo verificada uma incidência duas vezes maior em mulheres na faixa dos 20 aos 40 anos.
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Pode ser leve, moderada ou grave
A depressão encontra-se classificada no Grupo das Doenças Afetivas, ou seja, aquelas que tem uma evolução cíclica, em que se alternam períodos depressivos com fases de absoluta sanidade. Ao contrário do que se possa pensar, essa não é uma doença moderna. Hipócrates, considerado o pai da Medicina, descreveu seis doenças mentais, dentre elas a depressão, há aproximadamente 400 AC. Os sintomas podem se manifestar de uma forma branda, e é comum o paciente procurar um clínico-geral, acreditando estar com falta de vitaminas ou alguma doença mais grave.

Outros, simplesmente acreditam ser apenas mais uma "fase ruim" e não procuram ajuda, agravando ainda mais o problema.
Indivíduos apresentando quadros leves, raramente procuram tratamento.

É comum o paciente ser conduzido ao médico por familiares, contra a sua vontade. A pessoa alega estar se sentindo bem, mas a família percebe que ela apresenta comportamentos estranhos não compatíveis com os usuais. Para classificar a depressão, é importante, observar a intensidade dos sintomas. A caracterização desse distúrbio psíquico se dá pela ocorrência de pelo menos cinco deles num prazo mínimo de duas semanas: ansiedade, diminuição da libido, dificuldade de concentração, fadiga constante, sensação de desânimo, inquietação e irritabilidade, perda ou excesso de apetite, insônia ou sonolência excessiva, tristeza persistente, perda de interesse por atividades prazerosas, sentimentos de culpa, auto-desvalorização e pessimismo, idéias de morte ou de suicídio e ainda dores de cabeça ou distúrbios digestivos que não respondem a tratamento.

Sintomas isolados, ou mesmo conjuntos de sintomas devem ser examinados cuidadosamente para se evitar a realização de diagnósticos imprecisos ou questionáveis. Existem casos de dores crônicas, em que o paciente, após inúmeros exames que se mostram normais, melhora com o tratamento antidepressivo adequado.


As várias causas da doença:
Os vários fatores que podem desencadear uma doença afetiva ainda são um mistério para a medicina. A tentativa de descobrir o que desencadeia a depressão, cientistas se empenham em desvendar as possíveis implicações genéticas, a estrutura cerebral, e a relação entre os mecanismos químicos do cérebro com as alterações psíquicas decorrentes de perdas. Na década de 60, os pesquisadores acreditavam que o problema estaria na falta de neurotransmissores no cérebro de pessoas deprimidas. Sabe-se que algumas substâncias químicas que permitem a comunicação celular no cérebro (neurotransmissores), como a serotonina, a dopamina e a noradrenalina, são responsáveis por uma espécie de regulagem das emoções.

Os antidepressivos foram criados para repor a falta dessas substâncias, mas os cientistas perceberam que mesmo que o medicamento aumente os níveis dessas substâncias pouco tempo após ser ingerido, só começa a fazer efeito, na maioria dos casos, após duas semanas de uso. A causa da depressão não seria então decorrente apenas da falta de neurotransmissores, mas
também de um desajuste na comunicação das células nervosas e esse tempo de suas semanas seria necessário para um acerto no sistema que envolve os neurotransmissores. Uma outra possibilidade seria a determinação genética, através de transmissão
hereditária e estaria ligada ao cromossomo X. os homens possuem somente um desses cromossomos, já as mulheres tem dois, portanto, teriam duas vezes mais chances de ficar deprimidas, o que justificaria o alto índice da doença no meio feminino.
Estudos mostram que se um dos pais apresenta o distúrbio, há 27% de possibilidade de que algum de seus filhos venha a apresentar a doença, esse numero sobe para entre 50% e 75%, quando ambos os pais apresentam o problema. Doenças cardiovasculares, disfunções hormonais e da tireóide, distúrbios neurológicos e principalmente o câncer, também podem desencadear crises depressivas, mas tratada a doença de base, a depressão desaparece. Cientistas pesquisam também a relação da doença com alterações metabólicas e estruturais do cérebro. Os deprimidos apresentam uma discreta diminuição de fluxo sangüíneo no cérebro e uma redução (4%) nos lobos frontais e nas estruturas subcorticais. Por último, mas não menos importante, estão os fatores psicossociais que não podem ser descartados. As perdas dos pais na infância, do cônjuge, ou mesmo do emprego na idade adulta, as traições (perdas de confiança), provocam alterações psíquicas que podem desencadear a doença.
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Tratamento:
O tratamento da depressão é estabelecido em função dos sintomas apresentados e da intensidade do quadro. A depressão pode evoluir como uma doença única ou Ter várias fases. Algumas pessoas têm vários episódios depressivos ao longo da vida. "Na realidade, os limites entre a depressão leve, moderada ou grave, são arbitrários. Considera-se depressão leve ou moderada, quando o paciente consegue executar algumas ou mesmo todas as suas atividades pessoais, mas para isso precisa fazer um esforço muito maior que o normal. Já nos quadros depressivos graves o indivíduo não consegue se alimentar, manter seus cuidados pessoais, a deterioração é progressiva, podendo levar à morte". Explica o Dr. Cordás. O tratamento ideal é
inicialmente farmacológico, mas de uma maneira geral, associado à medicação recomenda-se o acompanhamento psiquiátrico que além de fazer com que o paciente se sinta mais forte, ameniza a rejeição ao tratamento químico que pode durar anos.

Os antidepressivos se mostram eficazes em 75% a 90% dos casos, e a eficiência de todos é muito parecida, o que muda são os
efeitos colaterais, quem escolhe a melhor opção para cada caso é o especialista. Os gripos de antidepressivos mais conhecidos e mais utilizados são os tricíclicos (imipramina), ininbidores seletivos da recaptação de serotonina (paroxetina, fluoxetina, sertralina), inibidores de recaptação de noradrenalina e serotonina (venlafaxina) e inibidores irreversíveis da
monoamina-oxidase/IMAO (tranilcipromina). Na maior parte das ocorrências, depois de encontrar o remédio certo, os sintomas desaprecem em um ou dois meses, mas a medicação deve ser mantida por pelo menos seis meses, isto num caso de primeiro
episódio depressivo. Essa frequência tende a aumentar com a ocorrência de novos episódios, alguns critérios sugerem que a partir da ocorrência do terceiro episódio esta manutenção se prolongue por toda a vida.


Recomendações:
Medicamento antidepressivo não é produto cosmético, a ilusão da pílula da felicidade foi criada pela mídia. Isso é péssimo,
pois alguns tomam o remédio sem necessidade, mas o pior são aqueles que tomam o medicamento para mascarar graves problemas
pessoais. Remédio de depressão não vicia. Algumas pessoas abandonam o tratamento, assim que desaparecem os sintomas, com medo
de se tornarem dependentes do medicamento. Essa é uma atitude altamente prejudicial ao próprio paciente.

Consultoria: Dr. Táki Athanássios Cordás Diretor médico da Unidade, médico psiquiatra, Assistente do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Mestre em Psiquiatria pelo Depto. De Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP.
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Certa vez ouvi um médico dizer: -É mais fácil tratar de um paciente com estado terminal, do que uma paciente depressivo.
Olha só, tratar, terminal. Gente, é preciso ter fé, acreditar, lutar e veremos tudo por outro ângulo. Confesso que sofro de um trastorno, que falarei depois a respeito em outra postagem. Melhoro com a fé, com os pensamentos bons, terapias musicais. Sou feliz e tenho momentos de trsiteza, desabafo, prefiro pensar assim.
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Assista o Big Brother Ao Vivo Aqui no Mulher Diferente, logo abaixo das postagens.